A Justiça de Minas Gerais oficializou o recebimento da denúncia do Ministério Público, tornando ré a diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos. Ela é acusada de envolvimento direto na morte de um casal de idosos em um apartamento de luxo localizado no bairro São Pedro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. O crime, que chocou a capital mineira, ocorreu em 29 de junho e culminou em uma investigação complexa que aponta para um planejamento prévio.
Acusações formais e crimes imputados
A ré responderá por dois crimes de latrocínio, que consistem em roubo seguido de morte, além de fraude processual e furto mediante fraude. Segundo a denúncia apresentada pelo órgão ministerial, a acusada teria utilizado clonazepam para dopar as vítimas, colocando a substância em um suco consumido pelo casal durante o serviço de limpeza. O idoso, ao despertar durante a ação criminosa, teria tentado reagir, sendo então atacado com uma faca de cozinha, arma que também foi utilizada contra a idosa.
Tentativa de ocultação e desdobramentos
Após o duplo homicídio, a investigação aponta que a diarista buscou manipular a cena do crime para dificultar o trabalho da perícia técnica. Ela teria realizado a limpeza de vestígios, lavado a faca utilizada nos ataques e descartado peças de vestuário que continham manchas de sangue. Além disso, a acusada foi denunciada por furto mediante fraude, uma vez que utilizou cartões bancários das vítimas após o ocorrido.
Envolvimento de terceiros e cronologia
O processo também incluiu como réu o proprietário de um restaurante, acusado de participar do furto mediante fraude ao permitir o uso dos cartões das vítimas em seu estabelecimento. A Polícia Civil, que conduziu o inquérito, utilizou imagens de câmeras de segurança para traçar a cronologia do crime, que teria ocorrido entre 12h30 e 15h daquele dia. A suspeita foi localizada e presa na madrugada de 2 de julho, em um hotel na cidade de Itabira.
A denúncia foi aceita pelo Poder Judiciário mineiro, dando início à fase de instrução processual onde serão ouvidas testemunhas e apresentadas as provas definitivas. O caso segue sob sigilo de detalhes específicos da dinâmica em juízo, enquanto a sociedade acompanha o desfecho das responsabilidades criminais dos envolvidos.