Uma força-tarefa de fiscalização ambiental resultou na apreensão de 2.863 toras de madeira nativa em uma área de desmatamento ilegal situada no município de Brasnorte, a 580 km de Cuiabá. A ação, deflagrada nesta segunda-feira (8), visou desarticular uma estrutura organizada de exploração florestal irregular que operava em uma região sensível do estado de Mato Grosso.
Ação integrada contra o desmatamento ilegal em Brasnorte
A operação foi conduzida pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), através da Coordenadoria de Fiscalização de Flora, contando com o suporte estratégico da Força Tática do 1º Comando Regional (CR). O monitoramento que culminou na intervenção teve início após a detecção de alertas emitidos por sistemas de monitoramento de alta resolução, que apontaram irregularidades ambientais nas proximidades da Reserva Indígena Menku.
No local, os agentes encontraram um pátio estruturado para o processamento da madeira. A infraestrutura incluía equipamentos destinados ao recebimento, medição, registro e carregamento dos troncos extraídos ilegalmente da floresta nativa. Segundo as autoridades, o cenário encontrado confirmou a existência de um ciclo completo de crimes ambientais, abrangendo desde a extração até a comercialização do material.
Apreensões e conduções durante a fiscalização
Além das quase 3 mil toras de madeira, a fiscalização resultou na apreensão de um vasto aparato logístico utilizado para viabilizar a atividade criminosa. Entre os itens confiscados estão nove caminhões, uma caminhonete, uma picape, uma motocicleta, um trator pá-carregadeira e duas motosserras. Todo o maquinário foi recolhido para evitar a continuidade das operações de desmatamento na região.
Ao todo, 15 homens foram conduzidos pelas autoridades para prestar esclarecimentos sobre a participação na exploração florestal irregular. A operação reforça o compromisso dos órgãos de controle em combater o avanço do desmatamento no estado de Mato Grosso, conforme detalhado em informações do g1. As investigações seguem em curso para identificar os responsáveis pela cadeia de comando do esquema desmantelado.