A capital de Mato Grosso, Cuiabá, registrou neste domingo (26) a temperatura mais elevada de 2026, atingindo a marca de 38,6°C. O dado, confirmado pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), consolida um final de semana de calor intenso na região, superando o recorde anterior estabelecido apenas um dia antes, no sábado (25), quando os termômetros marcaram 37,1°C.
Fatores climáticos e o aquecimento histórico na capital
O cenário de altas temperaturas em Cuiabá não é um evento isolado, mas parte de uma tendência observada nas últimas décadas. Segundo avaliações do climatologista e doutor em meteorologia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Rodrigo Marques, a temperatura máxima na capital subiu 3°C desde a década de 40. O especialista aponta que o calor extremo é resultado de uma combinação de fatores, incluindo o aquecimento global, a localização geográfica específica da cidade e a redução da cobertura vegetal urbana.
O impacto das altas temperaturas no estado
Além da capital, diversos municípios de Mato Grosso enfrentaram um domingo de calor severo, com registros que acompanham a tendência de elevação térmica observada em todo o território mato-grossense. Entre as cidades com as maiores temperaturas registradas no mesmo período, destacam-se Cocalinho, com 38,0°C, e Nova Xavantina, com 37,8°C. Outros municípios como Santo Antônio de Leverger (37,8°C) e Rondonópolis (37,6°C) também figuraram entre os locais mais quentes do estado.
Contexto de extremos climáticos
O histórico recente de Cuiabá reforça a preocupação com as mudanças climáticas. Em outubro de 2023, a cidade atingiu a marca de 44,2°C, a maior temperatura já registrada na história do município, colocando a capital mato-grossense no grupo das 10 localidades com as maiores temperaturas já documentadas no Brasil. Embora a média histórica da cidade gire em torno de 26°C, a frequência de picos de calor extremo tem exigido atenção redobrada de órgãos de monitoramento e da população local.
Para mais informações sobre o monitoramento climático no país, consulte o portal oficial do Instituto Nacional de Meteorologia.