Suspeito de matar PM em Várzea Grande registrou denúncia sobre suposta traição meses antes

Suspeito de matar PM em Várzea Grande registrou denúncia sobre suposta traição meses antes

Um crime que chocou a comunidade de Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, ganhou novos contornos após revelações da Polícia Civil. Jonathan Vieira dos Santos, de 33 anos, preso por assassinar o cabo da Polícia Militar Renato Oliveira Aragão, havia registrado um boletim de ocorrência meses antes do homicídio. No documento, ele relatava um suposto relacionamento amoroso entre sua esposa e o policial, que teria durado cerca de dois anos.

A confirmação foi feita nesta quarta-feira (5) pelo delegado Rogério Gomes, que conduz as investigações. Segundo a autoridade policial, o registro serviu como uma tentativa do suspeito de se resguardar, mas acabou se tornando um elemento central para a tese de premeditação do crime.

Investigação aponta planejamento e motivação passional

As autoridades trabalham com a hipótese de que o assassinato foi planejado. Além do boletim de ocorrência, a polícia apurou que Jonathan Vieira dos Santos teria visitado o local onde a vítima ministrava aulas de jiu-jitsu dias antes do ataque, levantando sinais de alerta sobre seu descontentamento com a situação.

Cerca de três dias antes do crime, o suspeito teria entrado em contato com a esposa de Renato Oliveira Aragão para expor o caso extraconjugal. Relatos indicam que ele acreditava que o relacionamento entre os dois teria terminado após a conversa, mas o contato entre o policial e a mulher de Jonathan teria persistido, o que teria motivado o ataque fatal.

Dinâmica do crime no bairro Cristo Rei

O homicídio ocorreu na noite de terça-feira (4), durante uma aula de jiu-jitsu em um projeto social realizado no Centro de Referência de Assistência Social (Cras), no bairro Cristo Rei. O suspeito invadiu o espaço e efetuou cerca de seis disparos contra o cabo da Polícia Militar.

A vítima chegou a ser socorrida e encaminhada ao Pronto-Socorro de Várzea Grande, mas não resistiu aos ferimentos. Após os disparos, o agressor foi contido pelos próprios alunos que estavam no local até a chegada de uma guarnição da Polícia Militar. O caso segue sob apuração da Polícia Civil para a conclusão do inquérito.

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