A colheita de café no Brasil atingiu a marca de 78% da safra 2026/27 até o dia 29 de julho, conforme dados divulgados pela consultoria Safras & Mercado. Embora o setor tenha registrado um avanço de cinco pontos percentuais na comparação semanal, o cronograma operacional permanece em ritmo lento, impactado diretamente por condições climáticas adversas que dificultam o manejo nas lavouras.
Desafios climáticos e atraso na colheita de café
O cenário atual de 78% de colheita revela um distanciamento significativo em relação ao desempenho observado em anos anteriores. No mesmo período de 2025, o país havia colhido 90% da produção, enquanto a média histórica dos últimos cinco anos, compreendida entre 2021 e 2025, situa-se em 85%. O excesso de umidade e a incidência de chuvas têm sido os principais fatores impeditivos para a retirada dos grãos e para o processo fundamental de secagem.
Desempenho distinto entre variedades de café
A análise segmentada por tipo de grão mostra realidades diferentes no campo. A colheita do café canéfora, que engloba as variedades conilon e robusta, caminha para a conclusão, atingindo 97% da produção até o final de julho. Este índice está próximo aos 98% registrados no mesmo período do ano passado e supera a média quinquenal de 96%. No Espírito Santo, estado que lidera a produção de conilon, os trabalhos alcançaram 96% de conclusão.
Impacto da umidade na produção de arábica
Em contrapartida, a colheita do café arábica enfrenta dificuldades mais acentuadas devido ao aumento da umidade nas regiões produtoras. Até o dia 29 de julho, apenas 69% da safra havia sido colhida, um volume que destoa negativamente dos 85% observados em 2025 e da média histórica de 78% para o período. O mercado segue monitorando de perto o desenrolar das atividades, uma vez que a demora na colheita e na secagem pode comprometer a qualidade final dos grãos e alterar o fluxo de oferta da nova safra.