A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) marcou presença na Reunião Estratégica de Presidentes das Organizações Empresariais Ibero-Americanas, realizada na terça-feira (28), em Brasília. O encontro serviu como um espaço fundamental para o intercâmbio de experiências entre lideranças do setor privado e para a elaboração de diretrizes que serão levadas à 30ª Cúpula Ibero-Americana de Chefes de Estado e de Governo.
Foco estratégico na economia e no mercado de trabalho
O vice-presidente da CNA, Humberto Miranda, representou a entidade durante as discussões, enfatizando o protagonismo do agro na economia brasileira. O debate central girou em torno da necessidade de um ambiente regulatório que favoreça a geração de empregos e potencialize o crescimento da atividade produtiva em toda a região.
Segundo a avaliação de Miranda, o setor agropecuário exige um arcabouço jurídico e trabalhista que respeite as particularidades inerentes à produção no campo. Para o representante, a segurança jurídica é o pilar indispensável tanto para empregadores quanto para trabalhadores, servindo como motor para o desenvolvimento econômico sustentável.
Qualificação profissional e competitividade regional
Além das questões regulatórias, a pauta do encontro destacou a urgência de ampliar os investimentos em qualificação profissional. A CNA defende que a capacitação é o caminho para suprir as demandas crescentes do mercado de trabalho e elevar os níveis de produtividade do setor agroindustrial.
O vice-presidente ressaltou que a competitividade regional depende diretamente de políticas públicas assertivas. O diálogo contínuo entre governos, empregadores e trabalhadores foi apontado como a ferramenta principal para a construção de um cenário favorável à geração de renda e ao fortalecimento das economias ibero-americanas.
Representação técnica e próximos passos
A comitiva da CNA na reunião também contou com a participação do diretor jurídico, Rudy Ferraz, e do coordenador trabalhista, Rodrigo Hugueney. A presença técnica da entidade reforça o compromisso em pautar temas cruciais, como a modernização das relações de trabalho e a sustentabilidade econômica, na agenda internacional.
O resultado das discussões em Brasília servirá como base para as propostas que serão apresentadas na próxima cúpula de chefes de Estado. O objetivo é assegurar que as necessidades do setor produtivo sejam integradas às estratégias de desenvolvimento dos países envolvidos.