A interdição da ponte Milton Guilherme, localizada sobre o Rio Guaporé na BR-174B em Vila Bela da Santíssima Trindade, gerou impactos severos para o setor de transporte e logística. Motoristas de veículos de carga relatam enfrentar períodos de espera que chegam a quase 24 horas para conseguir realizar a travessia fluvial na região.
A medida drástica foi adotada após técnicos identificarem novos problemas estruturais na travessia. O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) determinou o bloqueio por tempo indeterminado, interrompendo o fluxo normal de veículos pesados e alterando a dinâmica econômica local.
Reparos emergenciais e alternativas de tráfego
Diante do cenário crítico, equipes técnicas iniciaram intervenções na área afetada. O objetivo principal das ações é estabilizar e reforçar a estrutura danificada, embora nenhuma previsão oficial de liberação tenha sido divulgada até o momento.
Para amenizar o isolamento viário, uma estrutura provisória de madeira foi erguida. No entanto, o uso é restrito a automóveis e caminhões que apresentem peso inferior a 30 toneladas, excluindo a maioria dos veículos comerciais de grande porte.
Impacto na logística e operação de balsa
Os veículos que superam o limite de peso estabelecido precisam obrigatoriamente recorrer ao serviço de balsa para transbrar o curso d’água. O modal aquaviário opera em horário comercial restrito, funcionando diariamente entre 07h e 17h.
Essa limitação operacional, somada à alta demanda de veículos parados na rodovia, alimenta gargalos logísticos expressivos. Produtores rurais e empresas de transporte alertam para o risco de atrasos em prazos de entrega e para a elevação nos custos operacionais do escoamento de insumos.