Um acidente aéreo na tarde desta terça-feira (29) resultou na morte do piloto Leonardo Bezerra Pinheiro, de 25 anos, em Mogi Mirim, no interior de São Paulo. A aeronave de pequeno porte, modelo Conquest, caiu em uma área rural próxima à Rodovia Luiz Gonzaga de Amoedo Campos, sendo consumida pelas chamas logo após o impacto com o solo.
Dados da Defesa Civil municipal indicam que, por volta das 16h30, horário estimado da ocorrência, foram registradas rajadas de vento que atingiram 60,5 km/h na região. Embora testemunhas tenham relatado uma percepção diferente no local exato da queda, o fenômeno meteorológico é analisado como um dos possíveis fatores que comprometeram a estabilidade do voo.
Impacto das condições meteorológicas na aeronave
Especialistas apontam que as rajadas de vento podem ter atuado como um fator contribuinte para o desfecho trágico. Por se tratar de um avião experimental de pequeno porte, a aeronave apresenta maior suscetibilidade a variações bruscas nas correntes de ar, o que pode dificultar a pilotagem em situações de instabilidade climática.
Gerson Martinez, proprietário da escola Sport Pilot, à qual a aeronave estava vinculada, corroborou a preocupação com o clima. Segundo o empresário, o vento pode ter influenciado a perda de controle logo após a decolagem do Aeroclube Municipal de Mogi Mirim, embora ressalte que a investigação oficial determinará o peso exato de cada variável no acidente.
Abastecimento e dinâmica do voo
Além das condições atmosféricas, o procedimento de abastecimento do avião está sob análise. O proprietário da escola informou que a aeronave decolou com uma quantidade de combustível superior à necessária para um voo local, medida que, segundo ele, seria uma precaução padrão para eventuais arremetidas ou desvios de rota.
Após a decolagem, o piloto teria entrado em uma atitude anormal, perdendo o controle do equipamento. A Polícia Civil de Mogi Mirim, sob o comando da delegada Emília de Oliveira Araújo, iniciou os procedimentos de perícia no local para a identificação formal da vítima e a coleta de vestígios que possam esclarecer a dinâmica da queda.
Investigação técnica do Cenipa
A Força Aérea Brasileira (FAB) mobilizou investigadores do Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA IV) para realizar a Ação Inicial. O trabalho é coordenado pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão responsável por identificar os fatores contribuintes e emitir recomendações de segurança.
O processo investigativo busca reunir elementos técnicos para subsidiar as fases posteriores da apuração. A escola de aviação afirmou que colabora com as autoridades e prestará todo o suporte necessário à família do piloto, que atuava como gestor de segurança na instituição.