Medida disciplinar e exclusão da corporação
O Exército Brasileiro oficializou a expulsão do sargento Guilherme da Silva Oliveira, de 22 anos, após a conclusão de uma sindicância interna. O militar era investigado por um grave atropelamento ocorrido no Distrito Federal, em abril deste ano. A decisão, tomada no dia 13, foi tornada pública na última sexta-feira (24).
De acordo com a instituição, o procedimento administrativo concluiu que a conduta do sargento foi incompatível com o decoro militar e com os padrões éticos exigidos pela força. O caso gerou repercussão nacional devido à gravidade das circunstâncias em que o acidente ocorreu.
Dinâmica do crime e denúncia do Ministério Público
O atropelamento aconteceu na madrugada do dia 25 de abril, na região do Riacho Fundo. Segundo a denúncia apresentada pelo Ministério Público, Guilherme da Silva Oliveira conduzia seu veículo em alta velocidade, na contramão e em marcha à ré quando atingiu a vítima, Maria Clara Facundo, de 20 anos, que atravessava a via acompanhada de uma amiga.
Os promotores enquadraram o caso como tentativa de homicídio com dolo eventual, argumentando que o motorista assumiu o risco de causar a morte ao dirigir sob efeito de álcool e entorpecentes. Para o órgão, o veículo foi utilizado como uma arma, agravado pelo fato de o suspeito ter fugido do local sem prestar qualquer assistência à vítima.
Sequelas e luta por assistência financeira
A vítima, Maria Clara Facundo, sofreu traumatismo craniano e diversas fraturas, incluindo na bacia e no rosto. Após passar 17 dias internada, sendo parte desse período na UTI, a jovem relata as dificuldades enfrentadas em sua recuperação. “Eu fiz duas cirurgias, coloquei placas e pinos, então sinto muita dor no frio. Esforço eu não consigo fazer”, afirmou a estudante.
A defesa da jovem aponta que a família enfrenta dificuldades financeiras e cobra o cumprimento de uma decisão judicial que determina o pagamento de auxílio material por parte do acusado. O advogado Pablo Thafarel reforçou que o objetivo principal é garantir que a determinação da Justiça seja respeitada, especialmente agora que o ex-militar obteve a liberdade.
Andamento processual e liberdade provisória
O sargento estava preso desde o dia 28 de abril em uma unidade militar. No entanto, na última terça-feira (21), a Justiça do Distrito Federal concedeu a liberdade ao acusado. A defesa de Guilherme da Silva Oliveira sustenta que o cliente entrou em pânico ao perceber o ocorrido, acreditando inicialmente ter passado por cima de garrafas de vidro, e que a fuga não teria sido premeditada.
O caso segue sob análise do Poder Judiciário, enquanto a vítima continua seu processo de reabilitação física e psicológica. Para mais detalhes sobre o acompanhamento jurídico deste caso, consulte o portal G1.