Uma nova onda de ataques russos atingiu diversas localidades na Ucrânia nesta quinta-feira (6), resultando em um saldo trágico de pelo menos sete mortos e dezenas de feridos. As operações militares, que se estenderam por diferentes frentes, incluíram bombardeios contra áreas residenciais e infraestruturas portuárias estratégicas, agravando a crise humanitária no país.
A escalada da violência reflete a persistência do conflito iniciado em fevereiro de 2022. Embora tanto a Rússia quanto a Ucrânia neguem deliberadamente visar populações civis, os relatos das autoridades locais confirmam danos severos a moradias e a interrupção de rotas comerciais essenciais no Mar Negro.
Impacto em áreas urbanas e residenciais
As cidades de Balaklia e Sumy foram os principais alvos das ofensivas noturnas. Em Balaklia, localizada no leste ucraniano, ataques contra residências vitimaram três pessoas, mobilizando equipes de resgate para a remoção de escombros e combate a incêndios. A situação em Sumy seguiu um padrão semelhante de destruição, com o registro de três mortes e pelo menos 19 feridos em assentamentos da região.
A polícia ucraniana detalhou que, na própria cidade de Sumy, um ataque utilizando bombas aéreas guiadas deixou outras 12 pessoas feridas. Paralelamente, na região sul de Kherson, um ataque com drone contra um veículo de transporte resultou em seis feridos, evidenciando a vulnerabilidade das zonas de trânsito e áreas urbanas diante das investidas aéreas constantes.
Ameaça ao comércio marítimo no Mar Negro
Além dos danos em solo, a infraestrutura portuária ucraniana tornou-se um alvo prioritário. Um navio de bandeira da Guiné-Bissau, identificado como Mera Queen, foi atingido por um ataque russo enquanto transportava trigo na região de Odessa. O incidente, ocorrido na noite de quarta-feira, resultou na morte de um membro da tripulação e causou um incêndio a bordo da embarcação.
O governador da região de Odessa, Oleh Kiper, confirmou a gravidade do episódio, que se insere em uma estratégia mais ampla de Moscou. Há mais de um mês, a Rússia tem intensificado o bloqueio e a ofensiva contra portos ucranianos, buscando estrangular as rotas de exportação de grãos e suprimentos básicos do país, conforme reportado pela Reuters.