O encerramento do ciclo eleitoral em Mato Grosso marca o início de uma nova fase para o agronegócio estadual. Com a definição dos nomes que ocuparão o Palácio Paiaguás e as cadeiras no Legislativo, entidades representativas reforçam a necessidade de manter canais abertos para a discussão de demandas estratégicas que impactam diretamente a economia regional.
Prioridades do setor produtivo na agenda governamental
A definição dos eleitos, incluindo o governador Otaviano Pivetta e os senadores Mauro Mendes e José Medeiros, coloca em foco a execução de compromissos firmados durante a campanha. O Sistema Famato, em conjunto com outras instituições, já havia apresentado um documento detalhado intitulado Prioridades do Setor Produtivo de Mato Grosso 2027–2030, que serve como base para o acompanhamento dos planos de governo.
O material, construído com suporte técnico e demandas dos Sindicatos Rurais, reflete a Agenda Estratégica do Agronegócio. O presidente do Sistema Famato, Vilmondes Tomain, enfatizou que o término da disputa nas urnas não encerra a mobilização, mas inaugura um período de monitoramento rigoroso das promessas feitas aos produtores rurais.
Expectativas da pecuária para a nova legislatura
Para a Acrimat, a relação com o Poder Executivo é fundamental para o fortalecimento da pecuária. O presidente da entidade, Luís Fernando Amado Conte, defende a ampliação dos canais de comunicação com o governo estadual, visando uma parceria contínua que fomente o desenvolvimento do setor em todo o estado.
A cobrança também se estende aos novos representantes no Congresso Nacional. A expectativa é de que os parlamentares eleitos atuem de forma articulada em defesa dos interesses do campo, fortalecendo a participação de Mato Grosso em instâncias como a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e o Instituto Pensar Agro (IPA).
Articulação política e o futuro do agronegócio
A atuação das entidades não se limita ao âmbito estadual. A Acrimat ressalta a importância da mobilização política em um cenário que ainda aguarda o desfecho do segundo turno da eleição presidencial, marcado para o dia 25 de outubro. A entidade reforça a necessidade de que o eleitorado exerça seu direito de forma consciente, visando o futuro da nação.
O trabalho de interlocução, iniciado pela Aliança do Setor Produtivo — que engloba também a Fiemt e a Fecomércio-MT —, busca garantir que as pautas técnicas prevaleçam sobre as disputas partidárias. A meta é assegurar que o estado mantenha sua posição de protagonismo na produção nacional, com políticas públicas que garantam segurança jurídica e infraestrutura para o campo. Saiba mais sobre o cenário político regional no portal Canal Rural Mato Grosso.