O desafio de elevar o agronegócio a um novo patamar econômico
O cenário eleitoral brasileiro coloca em pauta uma questão fundamental para o desenvolvimento nacional: como transformar o atual volume de US$ 600 bilhões do agronegócio em uma potência de US$ 1 trilhão? A transição exige que os candidatos à Presidência superem discursos polarizados e apresentem planos executivos concretos, baseados em métricas mensuráveis e estratégias de longo prazo.
A necessidade de metas audaciosas, espetaculares e sustentáveis, conhecidas como MAES, torna-se o divisor de águas entre a acomodação e o crescimento real. Sem um planejamento de Estado que integre os setores público e privado, o setor corre o risco de depender apenas do esforço individual, ignorando a necessidade de uma governança coordenada para as cadeias produtivas.
Planejamento estratégico e a expansão das cadeias produtivas
O Brasil consolidou o agronegócio como responsável por 25% do seu Produto Interno Bruto (PIB) nas últimas quatro décadas. Para avançar, o próximo governo precisará focar na agroindustrialização das 20 maiores cadeias produtivas atuais e na estruturação de outras 20 cadeias tropicais potenciais que ainda carecem de apoio institucional.
A execução desse plano exige atenção a pilares críticos que sustentam a competitividade no campo. Questões como fertilizantes, irrigação, seguro rural, segurança genética e proteção jurídica precisam de soluções imediatas. Além disso, a adoção da chamada tecnologia do invisível será determinante para garantir a eficiência produtiva exigida pelo mercado global.
Reputação internacional e o papel da marca Amazônia
A construção de uma imagem sólida no exterior passa obrigatoriamente pela gestão da marca Amazônia. Este ativo deve ser transformado em um símbolo de respeito e sustentabilidade, servindo de alavanca para a reputação da marca Brasil. A integração da agricultura familiar com o cooperativismo e o desenvolvimento de indicações geográficas são caminhos para levar os terroirs tropicais a novos mercados.
O impacto dessas ações não se limita ao setor agropecuário, podendo elevar o PIB total do país para a casa dos US$ 4 trilhões. Para alcançar esse objetivo, a cooperação deve substituir a divisão, conforme defendido por especialistas como o professor Ray Goldberg, criador do conceito de agribusiness. O alimento, quando produzido com cidadania e foco na saúde, atua como o principal agente de união global.