Duas adolescentes de 13 anos ficaram feridas na tarde desta segunda-feira (3) após a bicicleta elétrica em que estavam ser atingida por um carro na Avenida São Luiz, em Cáceres, a 220 km de Cuiabá. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento exato em que o veículo colide com as jovens enquanto elas atravessavam o cruzamento. Até o momento, as autoridades não confirmaram qual dos condutores detinha a preferência de passagem no local.
Socorro e atendimento médico às vítimas
Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas para atender a ocorrência e encontraram as adolescentes caídas na pista. Os militares iniciaram imediatamente o protocolo de atendimento pré-hospitalar para vítimas de trauma. Uma das jovens apresentava escoriações nos membros superiores, além de dores nas regiões cervical e lombar, com queixa de dor intensa na perna esquerda. A outra adolescente relatou dores na cabeça.
Após a estabilização no local, ambas foram encaminhadas ao Hospital Regional de Cáceres. Elas permaneceram sob cuidados da equipe médica de plantão para a realização de exames complementares e avaliação detalhada dos ferimentos.
Crescimento de acidentes com veículos elétricos
O episódio em Cáceres integra uma sequência preocupante de incidentes envolvendo bicicletas elétricas em Mato Grosso nas últimas semanas. Em julho, o estado registrou dois óbitos relacionados a esse tipo de transporte. No dia 7 de julho, Gislaine Batista de Oliveira, de 29 anos, morreu após ser atingida por uma carreta em Sinop. Dois dias antes, João Carlos da Silva Reis, de 44 anos, faleceu após uma colisão com um furgão na BR-364, em Campo Novo do Parecis.
Apesar da popularização desses veículos, órgãos como o Detran-MT e a Polícia Civil não possuem um levantamento consolidado sobre a frota circulante ou o número exato de acidentes. A ausência de estatísticas detalhadas ocorre porque, conforme a legislação federal, bicicletas elétricas que seguem as normas do Contran não exigem emplacamento ou habilitação.
Regulamentação e desafios na fiscalização
A legislação brasileira diferencia claramente as bicicletas elétricas dos ciclomotores. Para ser considerada bicicleta, o veículo deve possuir motor de até 1.000 watts, funcionar apenas durante a pedalada e não ter acelerador, com velocidade limitada a 32 km/h. Já os ciclomotores, que possuem acelerador e maior potência, exigem registro, placa e Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria A ou Autorização para Conduzir Ciclomotor (ACC).
Diante da complexidade da fiscalização, municípios mato-grossenses têm buscado criar normas próprias. Tangará da Serra, por exemplo, instituiu um curso obrigatório para condutores de equipamentos de mobilidade individual. Em Cáceres, a legislação municipal já estabelece regras sobre equipamentos obrigatórios e locais de circulação, visando aumentar a segurança viária em um cenário de crescente uso desses modais.