Elielson Gonçalves Vieira, amplamente conhecido como o “cabeleireiro das estrelas”, foi detido nesta quinta-feira (8) em Cuiabá. A prisão ocorreu no âmbito da Operação Fio, uma ação coordenada pela Polícia Civil que investiga um esquema estruturado de tráfico de drogas, associação ao tráfico e lavagem de dinheiro em Mato Grosso.
Investigação aponta tráfico para clientes de alto padrão
Segundo informações fornecidas pelo delegado Wilson Cibulski, as investigações indicam que o profissional utilizava sua posição para atuar na intermediação e revenda de entorpecentes. O público-alvo do esquema seria composto por clientes de alto padrão, o que conferia uma camada de discrição às atividades ilícitas desenvolvidas pelo suspeito.
Histórico criminal e lavagem de dinheiro
Esta é a terceira vez que Elielson é alvo de uma prisão relacionada ao tráfico de drogas. Em 2025, ele chegou a ser detido em flagrante portando um tablete de entorpecente, mas respondia ao processo em liberdade. Desta vez, o mandado de prisão preventiva está diretamente vinculado a suspeitas de lavagem de dinheiro.
As autoridades apontam que o grupo criminoso utilizava contas de terceiros, conhecidos como “laranjas”, para movimentar os valores obtidos com a venda das substâncias. O objetivo da manobra era ocultar a origem ilícita dos recursos e dificultar o rastreamento financeiro pelos órgãos de controle.
Desdobramentos da Operação Fio
A operação mobilizou um contingente significativo para o cumprimento de nove mandados de busca e apreensão, cinco mandados de prisão preventiva e 12 ordens de bloqueio de ativos financeiros. As diligências ocorreram simultaneamente em Cuiabá, Várzea Grande e Mirassol D’Oeste, além de estender-se ao Litoral Sul de São Paulo.
Entre os alvos da ação, destaca-se um indivíduo que teria deixado a capital mato-grossense após sobreviver a uma tentativa de homicídio em um hotel de Várzea Grande. O caso, que envolveu disparos de arma de fogo, segue sob apuração para determinar se existe uma conexão direta entre o atentado e as atividades do grupo investigado pela Polícia Civil.
O suspeito, que mantém um perfil nas redes sociais com mais de 9 mil seguidores, é reconhecido por sua trajetória de três décadas na área de beleza. Até o momento, a defesa de Elielson Gonçalves Vieira não foi localizada para comentar as acusações.