A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (6) a segunda fase da Operação Mállku, resultando na prisão preventiva de um fazendeiro no município de Sinop, localizado a 503 km de Cuiabá. A ação faz parte de um esforço contínuo das autoridades para desarticular uma organização criminosa especializada no transporte aéreo de cocaína proveniente da Bolívia para o território brasileiro.
Logística criminosa e uso de propriedades rurais
Segundo as investigações, a fazenda do suspeito detido servia como um ponto estratégico de apoio para o esquema de tráfico. A propriedade era utilizada para o pouso de aeronaves que transportavam entorpecentes, funcionando como uma base logística essencial para a movimentação da droga entre as fronteiras.
A Polícia Federal destacou que o monitoramento das atividades na região rural foi fundamental para identificar o papel do proprietário na infraestrutura do grupo. Até o momento, a identidade do detido não foi revelada pelas autoridades policiais.
Origem das investigações e apreensões anteriores
O caso ganhou relevância após uma expressiva apreensão de cerca de 511 kg de cocaína realizada em fevereiro deste ano, na cidade de Marcelândia, a 640 km de Cuiabá. Na ocasião, a droga foi interceptada após a chegada de uma aeronave que havia decolado de uma área rural no leste boliviano.
As evidências coletadas durante essa operação inicial permitiram que os investigadores mapeassem as etapas da logística criminosa. O trabalho de inteligência identificou diversos envolvidos na cadeia de distribuição, desde o transporte aéreo até a recepção em solo brasileiro.
Desdobramentos da Operação Mállku
A primeira fase da operação ocorreu em junho, quando foram cumpridos sete mandados judiciais entre os estados de Mato Grosso e São Paulo. Naquela etapa, a polícia executou dois mandados de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão, consolidando as provas sobre a rota aérea clandestina utilizada pelo bando.
As autoridades reforçam que as investigações seguem em curso para identificar outros integrantes da rede, incluindo financiadores, pilotos e operadores logísticos. O objetivo central é desmantelar completamente a estrutura que viabiliza a entrada de substâncias ilícitas no país, conforme detalhado em informações oficiais da Polícia Federal.