A Polícia Civil de Barretos deflagrou, nesta terça-feira (11), uma operação contra uma organização criminosa especializada no chamado golpe do falso advogado. A ação, realizada na capital paulista, resultou na prisão de três suspeitos, enquanto outros dois integrantes do grupo permanecem foragidos. As diligências foram concentradas em endereços localizados na região de Itaquera, na Zona Leste de São Paulo.
Ao todo, a Justiça expediu cinco mandados de prisão preventiva e sete ordens de busca e apreensão. Os detidos, que possuem idades entre 23 e 25 anos, são investigados pelos crimes de estelionato e associação criminosa. A operação, batizada de Apate, contou com o suporte da Central de Polícia Judiciária de Barretos para desarticular o esquema que vitimava pessoas em diversas regiões do país.
Origem da investigação e o modus operandi da quadrilha
O caso teve início após uma vítima de Barretos registrar um boletim de ocorrência relatando prejuízos financeiros decorrentes de uma fraude. Após seis meses de apuração, as autoridades identificaram um grupo estruturado que utilizava dados processuais reais para ludibriar as vítimas. Os criminosos simulavam a representação de escritórios de advocacia e setores do Poder Judiciário para solicitar transferências bancárias sob falsos pretextos.
Segundo o delegado Gustavo Rodrigo Lopes Coelho, os suspeitos empregavam técnicas sofisticadas para transmitir credibilidade. O grupo utilizava aplicativos de mensagens, chamadas de vídeo e até a simulação de audiências judiciais para convencer as vítimas de que existiam valores a serem sacados. Informações sensíveis, como nomes de partes e detalhes de processos, eram extraídas da internet para compor o cenário da fraude.
Ação coordenada e desdobramentos da operação
Durante o cumprimento dos mandados, os agentes apreenderam diversos dispositivos eletrônicos, incluindo computadores e celulares, além de documentos que podem revelar a extensão das atividades ilícitas. A Polícia Civil trabalha agora na análise desse material para identificar novas vítimas e verificar a possível conexão dos investigados com outros registros criminais em diferentes estados brasileiros.
A corporação reforça que as investigações continuam em curso para localizar os dois foragidos e quantificar o prejuízo total causado pela organização. Mais informações sobre o caso podem ser acompanhadas pelo portal g1, que segue monitorando os desdobramentos da operação policial contra fraudes eletrônicas.