Ação policial e captura do suspeito em Colniza
Claudinei Henrique de Oliveira, de 46 anos, foi preso pela Polícia Civil no último sábado (8), em Colniza, município localizado a 1.065 km de Cuiabá. O homem era procurado por uma tentativa de feminicídio ocorrida na sexta-feira (7), dentro de um estabelecimento comercial no Bairro Castelo dos Sonhos.
A captura ocorreu na zona rural da cidade, na Estrada do Óleo, km 7. Segundo informações das autoridades, o suspeito tentava se esconder na residência de sua mãe quando as equipes policiais cercaram o imóvel. Além do mandado relacionado ao ataque recente, foi cumprida uma ordem de recaptura em aberto por um crime anterior de homicídio qualificado.
Dinâmica do crime e motivação
O ataque foi registrado por câmeras de segurança do bar, evidenciando o momento em que a vítima, de 28 anos, foi atingida no peito. O crime ocorreu após a mulher se recusar a reatar o relacionamento de aproximadamente três meses com o agressor. Após ser golpeada, a vítima recebeu socorro imediato e foi encaminhada ao Hospital André Maggi.
O caso, inicialmente registrado pela Polícia Militar como tentativa de feminicídio, foi tipificado pela Polícia Civil como homicídio doloso tentado. A investigação aponta que o agressor agiu de forma premeditada ao sacar uma faca que portava na cintura, desferindo o golpe diante de clientes e funcionários que estavam no local.
Mecanismos de proteção e combate à violência
O episódio reforça a importância de ferramentas de auxílio a vítimas de violência doméstica, como o aplicativo SOS Mulher MT. A plataforma oferece recursos como o botão do pânico em cidades selecionadas e orientações sobre como solicitar medidas protetivas, que são ordens judiciais fundamentais para garantir a integridade física e psicológica de mulheres em situação de risco.
A Lei Maria da Penha, que completou anos de vigência, define os diversos tipos de violência contra a mulher, incluindo a física, psicológica, sexual, patrimonial e moral. O acesso à justiça é garantido independentemente de representação por advogado, podendo o pedido de proteção ser realizado diretamente em delegacias, no Ministério Público ou na Defensoria Pública. Para mais informações sobre direitos e proteção, consulte o Instituto Maria da Penha.