Três homens foram detidos pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na última quinta-feira (30), sob a suspeita de envolvimento em uma tentativa de tráfico de entorpecentes para a Penitenciária Estadual de Charqueadas. A ação criminosa utilizava drones para o transporte do material ilícito, mas foi frustrada por mecanismos de segurança da Polícia Penal.
O flagrante ocorreu na BR-386, na altura do município de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Após a interrupção da operação pelos sistemas antidrones do presídio, os suspeitos empreenderam fuga em um veículo Peugeot com placas de Cachoeirinha, sendo interceptados posteriormente por agentes rodoviários de Montenegro que monitoravam o trajeto em direção à capital gaúcha.
Apreensão de equipamentos e logística do crime
Durante a revista minuciosa realizada no interior do automóvel, os policiais localizaram diversos itens que compunham a logística da operação ilegal. Entre os materiais apreendidos estavam baterias de alta performance para drones e carretéis de fio de nylon, componentes essenciais para a fixação e o transporte das substâncias proibidas até o interior da unidade prisional.
A utilização de aeronaves remotamente pilotadas para o envio de ilícitos a presídios tem se tornado um desafio constante para as forças de segurança. O uso de fios de nylon permite que a carga seja suspensa e liberada com precisão sobre os pátios ou celas, contornando barreiras físicas tradicionais como muros e cercas de arame farpado.
Perfil dos suspeitos e histórico criminal
A abordagem policial revelou perfis distintos entre os ocupantes do veículo. O condutor, um homem de 38 anos natural de Porto Alegre, possuía antecedentes criminais por lesão corporal e apropriação indébita. Já um dos passageiros, de 31 anos e natural de Canoas, apresentava um histórico mais extenso, incluindo registros por tráfico de drogas, lesão corporal e violação de domicílio.
Segundo informações da PRF, o passageiro de 31 anos já havia sido detido anteriormente pela prática de tentar introduzir entorpecentes em estabelecimentos prisionais. O terceiro ocupante do carro, contudo, não possuía registros criminais prévios. Após a prisão, o grupo e o veículo foram encaminhados à Delegacia de Repressão a Crimes Carcerários, em Porto Alegre, onde o caso segue sob investigação para apurar a extensão da rede criminosa envolvida.