Brasil negocia com União Europeia novas regras para uso de antimicrobianos no setor animal

Brasil negocia com União Europeia novas regras para uso de antimicrobianos no setor animal

Diálogo técnico sobre normas sanitárias internacionais

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) confirmou, nesta quinta-feira (23), a continuidade das tratativas técnicas com a União Europeia. O foco central das discussões envolve os requisitos sanitários que regem o uso de antimicrobianos na produção animal brasileira. Até o momento, o governo aguarda uma manifestação conclusiva das autoridades europeias sobre a documentação técnica enviada pelo país.

A pasta reforçou que não houve pedido de flexibilização das normas sanitárias vigentes. O compromisso do Brasil é atender integralmente às exigências impostas pelos mercados importadores, mantendo a conformidade necessária para a manutenção do fluxo comercial de produtos de origem animal.

Documentação técnica e fiscalização do setor

O governo brasileiro já formalizou o envio de um dossiê detalhado à Comissão Europeia. O material descreve os mecanismos oficiais de fiscalização e as garantias governamentais aplicadas às cadeias produtivas que estão sob o escopo da nova regulamentação europeia. Entre os segmentos incluídos no monitoramento estão a carne bovina, carne de aves, ovos, mel e produtos da pesca.

O documento detalha como o sistema brasileiro opera na prática, abrangendo:

  • Verificação da implementação das normas exigidas.
  • Fiscalização rigorosa em toda a cadeia produtiva.
  • Sistemas de rastreabilidade e monitoramento.
  • Certificação oficial de conformidade sanitária.

Posicionamento sobre transparência e exigências

O Mapa defende que as relações sanitárias entre nações devem ser pautadas pela confiança mútua e pela transparência entre as autoridades competentes. O reconhecimento dos sistemas de controle sanitário brasileiro depende, segundo a pasta, da capacidade técnica do país em estabelecer normas, fiscalizar o cumprimento, aplicar medidas corretivas e certificar com credibilidade os produtos exportados.

Um ponto de divergência nas negociações envolve a exigência de comprovação prévia da implementação integral de medidas que, por natureza, ocorrem de forma progressiva ao longo dos ciclos produtivos. O governo brasileiro considera esse tipo de demanda inaceitável, argumentando que a responsabilidade de assegurar a conformidade dos produtos destinados à exportação cabe aos sistemas oficiais de fiscalização e certificação.

O diálogo técnico segue em curso, pautado por bases científicas e pela cooperação entre as partes. Para mais detalhes sobre o cenário atual do setor, acesse o comunicado oficial do governo federal.

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