Rio de Janeiro registra alta de 19,4% em roubos de celulares na contramão do Brasil

Rio de Janeiro registra alta de 19,4% em roubos de celulares na contramão do Brasil

O Rio de Janeiro consolidou-se como o único estado brasileiro a registrar um aumento nos índices de roubos de aparelhos celulares, conforme aponta o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Enquanto a tendência nacional indicou uma redução de 18,6% nas ocorrências dessa natureza, o cenário fluminense seguiu em direção oposta, com uma elevação de 19,4% nos casos registrados ao longo do último ano.

Crescimento expressivo nos indicadores fluminenses

Os dados, compilados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e divulgados nesta quinta-feira (23), revelam uma disparidade preocupante entre o Rio de Janeiro e as demais unidades da federação. Segundo o levantamento, o estado contabilizou 25.581 roubos de celulares em 2025, superando as 21.416 ocorrências notificadas em 2024. As estatísticas baseiam-se nos registros oficiais do Instituto de Segurança Pública (ISP-RJ).

Além dos roubos, a modalidade de furto também apresentou um salto significativo. O número de registros passou de 37.397 para 46.606 no mesmo período, representando um incremento de 24,6%. Ao somar ambas as categorias, o estado fluminense acumula uma alta de 22,7% no total de crimes envolvendo dispositivos móveis, reforçando a necessidade de atenção redobrada das autoridades de segurança.

Padrões de criminalidade e subnotificação

O estudo detalha que os delitos seguem dinâmicas distintas no cotidiano. Enquanto os furtos costumam se concentrar durante os finais de semana, os roubos apresentam maior incidência em dias úteis, com um pico de ocorrências às sextas-feiras. Especialistas ressaltam, contudo, que os números oficiais podem estar subestimados, uma vez que a subnotificação ainda é um obstáculo para o mapeamento preciso da criminalidade, com muitas vítimas optando por não registrar o boletim de ocorrência.

Impacto da receptação no mercado clandestino

O valor de revenda das peças e o acesso facilitado a aplicativos bancários transformaram o celular em um dos principais alvos da criminalidade urbana. Esse cenário é agravado pelo crescimento da receptação, crime que registrou alta de 3,3% em todo o país. No Rio de Janeiro, o aumento da receptação foi ainda mais acentuado, atingindo 25,8%, o que indica a existência de uma cadeia estruturada para o escoamento de aparelhos ilícitos.

Para mais detalhes sobre as estatísticas de criminalidade no país, acesse o portal oficial do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

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