O candidato à Presidência da República pelo PL, Flávio Bolsonaro, compareceu nesta segunda-feira (12) a uma celebração religiosa na Catedral de Brasília. A presença do político no templo ocorreu após um convite formal realizado pelo cardeal Dom Paulo Cezar Costa, arcebispo metropolitano da capital federal.
O evento ocorre em um momento de intensa movimentação na corrida eleitoral, na qual o parlamentar disputa o segundo turno contra o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva. A agenda religiosa ganha destaque em meio a debates sobre a relação entre os postulantes ao cargo máximo do Executivo e as instituições religiosas brasileiras.
Esclarecimentos sobre a padroeira do Brasil
Durante o período recente, o nome de Flávio Bolsonaro esteve envolvido em polêmicas relacionadas a supostas intenções de alterar o status de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do país. O candidato negou categoricamente qualquer plano nesse sentido, classificando as informações como boatos infundados.
O episódio também gerou atritos com a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A entidade negou qualquer participação na disseminação de conteúdos falsos sobre o pleito, após o candidato sugerir que membros da instituição teriam colaborado com a propagação de tais temas.
Retomada das visitas ao ex-presidente
Ao término da cerimônia, o candidato celebrou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que autorizou a retomada de suas visitas ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O ex-mandatário cumpre pena em regime de prisão domiciliar após ter sido condenado por envolvimento em uma trama golpista.
A autorização judicial permite o reencontro, embora com restrições severas. Flávio Bolsonaro afirmou que a visita deve ocorrer nesta terça-feira (13), mas ressaltou que o horário exato ainda não foi definido pelas autoridades responsáveis pela custódia.
Restrições judiciais e campanha eleitoral
Apesar da liberação para o contato pessoal, a Justiça impôs condições rígidas para a manutenção das visitas. O candidato está proibido de utilizar os encontros para fins político-eleitorais ou de divulgar manifestos e declarações emitidas por Jair Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos e três meses de reclusão.
Questionado sobre a possibilidade de buscar aconselhamento político com o pai durante esses encontros, o candidato do PL preferiu não abordar o tema. Ele justificou a cautela como uma medida necessária para evitar novos conflitos com o Judiciário, dado o histórico de suspensão das visitas ocorrido em julho passado.