Diante da crescente probabilidade de ocorrência de um super El Niño, a Prefeitura do Rio de Janeiro decidiu antecipar as estratégias do Plano Verão. A medida, anunciada na segunda-feira (20), visa fortalecer o monitoramento e a capacidade de resposta do município frente a eventos climáticos extremos que podem afetar a rotina da capital fluminense nos próximos meses.
As projeções da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), dos Estados Unidos, indicam uma probabilidade de até 81% para a manifestação do fenômeno entre outubro e dezembro. O alerta se estende pela persistência esperada do aquecimento das águas do Oceano Pacífico Equatorial, com chances de continuidade até o início da primavera de 2027.
Estratégia integrada de monitoramento e resposta
Mais de 50 órgãos municipais operam de forma coordenada para mitigar os impactos das variações climáticas. A estratégia foca no monitoramento em tempo real, utilizando dados meteorológicos e indicadores de saúde para proteger populações vulneráveis, como idosos, crianças e pessoas em situação de rua.
A cidade utiliza um sistema de classificação de risco para ondas de calor, que considera o índice de calor resultante da combinação entre temperatura e umidade. Para garantir a comunicação rápida, o município emprega a tecnologia Cell Broadcast, que envia alertas de emergência diretamente para os dispositivos móveis localizados em áreas sob risco iminente.
Investimentos em infraestrutura e contenção
O planejamento municipal prioriza obras estruturantes para a prevenção de enchentes, alagamentos e deslizamentos de terra. Atualmente, a prefeitura mantém investimentos da ordem de R$ 258 milhões voltados especificamente para a contenção de encostas, beneficiando cerca de 60 mil pessoas em diversas regiões da cidade.
Além das contenções, a gestão municipal destaca a requalificação urbana realizada desde 2021. Mais de 75 localidades nas zonas Norte e Oeste foram contempladas com melhorias, totalizando um aporte superior a R$ 1 bilhão em intervenções essenciais para a resiliência da infraestrutura urbana diante de chuvas intensas.
Ações de mitigação do calor extremo
Para combater os efeitos do calor extremo, a prefeitura aposta na ampliação de áreas verdes como medida de resfriamento urbano. Programas como o Refloresta Rio já alcançaram a marca de quase 11 milhões de mudas plantadas, enquanto o projeto Planta+Rio estabeleceu a meta de inserir mais de 200 mil novas mudas na paisagem urbana até 2028.
O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere, ressaltou a importância da força-tarefa para reduzir os efeitos dos eventos climáticos. Segundo o gestor, embora a cidade possua características tropicais úmidas que naturalmente concentram chuvas intensas, a organização estratégica dos órgãos municipais é fundamental para minimizar os impactos sobre a população e garantir uma resposta rápida a imprevistos. Para mais detalhes sobre as ações climáticas, consulte o portal da Prefeitura do Rio.