Um avião de pequeno porte que caiu na última quarta-feira (9) em Água Boa, no Mato Grosso, deixando três pessoas mortas, possui um histórico de incidentes aéreos. A aeronave, um Cessna 402B de prefixo N401NA, já havia se envolvido em uma ocorrência semelhante durante uma decolagem no Alasca, nos Estados Unidos, há 33 anos.
Histórico da aeronave e o incidente de 1993
De acordo com um relatório do National Transportation Safety Board (NTSB), emitido em 18 de agosto de 1994, o acidente anterior ocorreu em 25 de maio de 1993, na localidade de Kivalina. Naquela ocasião, o trem de pouso dianteiro da aeronave afundou em um trecho de cascalho na pista e acabou quebrando durante a manobra de decolagem.
O avião era operado pela Alaska Island Air em um voo regular de passageiros. Apesar dos danos estruturais causados pelo solo macio, o piloto e o único passageiro a bordo não sofreram ferimentos. A investigação do NTSB apontou que a falha na verificação das condições da pista pelo piloto foi o fator determinante para o ocorrido.
Queda recente em Água Boa
No acidente mais recente, ocorrido em uma fazenda a 730 km de Cuiabá, a aeronave foi completamente destruída pelo fogo após a queda. O avião não possuía registro ativo na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o que tem dificultado a identificação precisa de sua origem, destino e dos ocupantes.
O delegado Carlos Alberto, responsável pela investigação, informou que a aeronave teria partido de um aeródromo em Goiânia (GO). Contudo, a ausência de um plano de voo registrado impede a confirmação oficial dos detalhes da viagem. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) foi acionado para auxiliar nos trabalhos periciais e esclarecer as causas da tragédia.
Investigação e contexto técnico
Testemunhas que trabalhavam na fazenda relataram ter visto o avião realizar uma manobra de curva antes de colidir com o solo. A falta de documentação e o estado em que os destroços foram encontrados tornam o trabalho das autoridades mais complexo, exigindo uma análise minuciosa dos vestígios deixados no local.
O prefixo de uma aeronave atua como um identificador único, funcionando de forma análoga a uma placa de veículo ou um documento de identidade. A combinação alfanumérica permite rastrear a nacionalidade e o histórico de registro da máquina. Mais informações sobre o caso podem ser acompanhadas pelo portal g1, que segue monitorando os desdobramentos da perícia.