Mato Grosso caminha para a conclusão da safra de algodão 2025/26, consolidando um ritmo de colheita acelerado que supera as médias históricas. Até o dia 4 de setembro, o estado atingiu a marca de 97,30% da área plantada colhida, um avanço significativo que reflete a eficiência das operações no campo e prepara o terreno para o fluxo intenso de exportações do novo ciclo comercial.
Da lavoura para o mercado internacional
A dinâmica logística do setor conecta diretamente a retirada do produto no campo com o desempenho do Brasil no cenário global. Em agosto, o país exportou 106,35 mil toneladas de pluma, representando um crescimento de 37,28% em comparação ao mesmo período de 2025. Mato Grosso desempenhou um papel central nesse resultado, sendo responsável por 58,32% de todo o volume embarcado nacionalmente.
O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) projeta que a produção estadual destine 2,09 milhões de toneladas ao mercado externo ao longo do ciclo comercial iniciado em agosto. Esse volume é fundamental para manter o Brasil na liderança mundial das exportações de algodão, posição ocupada desde a safra 2022/23, superando os Estados Unidos.
Ritmo de colheita supera médias históricas
O desempenho operacional nas lavouras mato-grossenses tem sido notável. O índice atual de colheita está 2,06 pontos percentuais acima da média dos últimos cinco anos, que é de 95,24%. Em relação à safra anterior, o avanço é ainda mais expressivo, superando em 5,07 pontos percentuais o patamar de 92,23% registrado no mesmo período do ano passado.
Apenas na última semana de monitoramento, entre 28 de agosto e 4 de setembro, houve um incremento de 8,64 pontos percentuais. Essa aceleração permitiu que a maior parte da produção fosse rapidamente beneficiada e disponibilizada para o escoamento, garantindo que a pluma da nova safra chegasse aos portos com agilidade.
Lavouras entram na etapa de pós-colheita
Com a colheita praticamente finalizada, o foco dos produtores se volta agora para as práticas de manejo essenciais para a sanidade das futuras safras. A Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) recomenda a priorização da retirada dos fardos remanescentes nas áreas e a eliminação rigorosa das soqueiras.
Essas ações são vitais para o controle do bicudo-do-algodoeiro, reduzindo a pressão da praga para o próximo plantio. O preparo do solo, realizado logo após a limpeza da área, encerra o ciclo produtivo, permitindo que as propriedades mantenham a produtividade e a sustentabilidade necessárias para sustentar a posição do Brasil como o maior exportador global de algodão.