O mercado brasileiro de soja registrou uma valorização nas cotações do produto no mercado físico durante a última segunda-feira (10). Apesar do movimento de alta observado na maioria das praças, as negociações mantiveram um ritmo moderado, refletindo a postura de espera adotada por grande parte dos produtores rurais.
Segundo o analista Rafael Silveira, da Safras & Mercado, o cenário atual oferece oportunidades atrativas para a comercialização. No entanto, o volume de transações efetivadas ao longo do dia permaneceu abaixo do esperado, uma vez que produtores capitalizados optam por reter seus estoques na expectativa de novas valorizações.
Dinâmica de preços e comportamento do produtor
A firmeza dos prêmios, somada à valorização da soja na Bolsa de Chicago e à alta do dólar, impulsionou os preços no mercado interno. Em Passo Fundo (RS), a saca subiu de R$ 138,00 para R$ 139,00, enquanto em Santa Rosa (RS) o valor passou de R$ 139,00 para R$ 140,00. No Paraná, Cascavel registrou alta para R$ 134,50 e Paranaguá atingiu R$ 145,50.
Outras regiões também acompanharam a tendência de elevação. Em Rondonópolis (MT), a cotação alcançou R$ 131,00, enquanto em Dourados (MS) o preço subiu para R$ 129,50. Rio Verde (GO) fechou o dia a R$ 130,00 e Rio Grande (RS) atingiu a marca de R$ 146,00 por saca.
Expectativas para o relatório do USDA
O mercado internacional de soja, representado pela Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), operou com volatilidade e baixo volume de negócios. Investidores mantêm cautela enquanto aguardam a divulgação do relatório mensal do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), prevista para esta quarta-feira (12).
Analistas projetam possíveis cortes nas estimativas para a safra norte-americana de 2026/27, prevendo um volume de 4,469 bilhões de bushels. Além disso, a recuperação do petróleo no cenário global, com ganhos superiores a 4%, atuou como um fator de suporte para os contratos futuros da oleaginosa.
Desempenho dos contratos futuros e câmbio
Os contratos de soja com vencimento em novembro fecharam com alta de 0,27%, cotados a US$ 11,79 1/2 por bushel. Já a posição para janeiro de 2027 avançou 0,29%, atingindo US$ 11,94 3/4 por bushel. Enquanto o óleo de soja registrou valorização de 1,85%, o farelo apresentou leve recuo de 0,57%.
No âmbito cambial, o dólar comercial encerrou o dia em alta de 0,53%, sendo negociado a R$ 5,1113 para venda. A moeda norte-americana oscilou entre a mínima de R$ 5,0832 e a máxima de R$ 5,1197, influenciando diretamente a paridade de preços para a exportação do grão brasileiro.