O Sistema Faep formalizou pedidos urgentes ao governo do Paraná e à Companhia Paranaense de Energia (Copel) após a passagem de tempestades e um tornado pelo estado no último sábado (8). A entidade busca medidas imediatas para mitigar os impactos severos que comprometeram a infraestrutura e a viabilidade produtiva de diversas propriedades rurais paranaenses.
Apoio financeiro e revisão do programa Reconstrói Paraná
A entidade, presidida por Ágide Eduardo Meneguette, defende a necessidade de agilidade na liberação de recursos para que os produtores possam retomar suas atividades. O foco principal reside na criação de linhas de crédito com condições facilitadas e acesso simplificado, utilizando instrumentos como a Fomento Paraná e o BRDE.
Além disso, o Sistema Faep solicitou a revisão das diretrizes do programa Reconstrói Paraná, instituído pela Lei 22.787/2025. Segundo a organização, a atual estrutura do programa excluiu municípios que se encontram em situação de emergência, impedindo o acesso ao suporte necessário para a reconstrução de galpões, residências e instalações produtivas danificadas.
Prioridade no restabelecimento de energia elétrica
O fornecimento de energia foi apontado como um dos pontos mais críticos para a sobrevivência das cadeias produtivas. A interrupção prolongada afeta diretamente sistemas de climatização, ventilação, ordenha mecanizada e a refrigeração de produtos perecíveis, além de paralisar o abastecimento de água por meio de bombas elétricas.
A solicitação à Copel prioriza o atendimento às propriedades de criação intensiva de aves e suínos, além da bovinocultura de leite. A entidade reforçou a necessidade de ampliação do suporte técnico e operacional, sugerindo um atendimento mais robusto através do canal Copel Agro para garantir a celeridade dos reparos nas áreas rurais.
Articulação para reconhecimento federal de desastre
Para viabilizar o socorro imediato, o Sistema Faep também está prestando apoio operacional e técnico às prefeituras locais. O objetivo é auxiliar os municípios nos procedimentos necessários para a decretação oficial de emergência ou calamidade pública.
Esta medida é fundamental para que o estado consiga o reconhecimento federal do desastre, abrindo portas para auxílios adicionais. A entidade mantém o diálogo aberto com as autoridades para garantir que as demandas do setor agropecuário sejam atendidas com a urgência que a situação exige.