A colheita da segunda safra de milho no Mato Grosso do Sul atingiu a marca de 37,3% da área total cultivada até a última sexta-feira (31). O levantamento, conduzido pelo Projeto Siga-MS, da Aprosoja/MS, aponta que o volume colhido corresponde a aproximadamente 823 mil hectares. O ritmo atual dos trabalhos apresenta um atraso de 5,4 pontos porcentuais em comparação ao mesmo período da safra 2024/25.
Desempenho regional e o avanço da colheita de milho
O progresso das atividades no campo apresenta variações conforme a localização geográfica dentro do estado. A região sul lidera o processo, com 38,6% da área já colhida. Logo atrás, o norte registra 37,5% de avanço, enquanto a região centro contabiliza 33,1% da área finalizada.
A Aprosoja/MS indica que o estado ingressa agora no período de maior concentração dos trabalhos de colheita. Contudo, a logística pode ser impactada por fatores externos. A previsão de chuvas, tempestades isoladas e rajadas de vento nas regiões sudoeste, sul, sudeste e leste gera preocupação, pois pode restringir a janela de operação das máquinas agrícolas nos próximos dias.
Estimativas de produtividade e produção estadual
Apesar dos desafios climáticos, as projeções para a safra permanecem estáveis. A estimativa de área cultivada foi mantida em 2,206 milhões de hectares. A expectativa é de uma produtividade média de 84,2 sacas por hectare, o que projeta uma produção total de 11,139 milhões de toneladas de milho para o ciclo atual.
Um dado relevante observado no boletim é a alteração na ocupação das áreas. Atualmente, o milho ocupa cerca de 46% da área que foi cultivada com soja no estado. Esse índice, que em anos anteriores girava em torno de 75%, reflete uma mudança estratégica dos produtores rurais.
Mudanças no manejo e alternativas de cultivo
A redução na área dedicada ao milho está diretamente associada à adoção de culturas alternativas. Produtores têm optado pelo cultivo de sorgo, milheto e pela formação de pastagens em áreas que se encontram fora da janela considerada ideal pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc).
Com 37,3% da área colhida até o final de julho, o setor agropecuário do Mato Grosso do Sul mantém o foco na conclusão dos trabalhos. O sucesso da colheita agora depende fundamentalmente da estabilidade das condições meteorológicas previstas para o curto prazo, que determinarão a eficiência da logística de escoamento e armazenamento da produção.