Durante sabatina realizada nesta terça-feira (4), em São Paulo, o candidato à Presidência pelo partido Missão, Renan Santos, apresentou um conjunto de propostas estruturais para o país. Em evento organizado pelo G4 e pelo portal O Antagonista, o postulante ao Planalto defendeu medidas de impacto, como a redução das prerrogativas do Supremo Tribunal Federal e a reestruturação administrativa de cidades com baixa atividade econômica.
Propostas para a reforma do Estado e fusão de municípios
Um dos pilares centrais do plano de governo de Renan Santos é a reforma política focada na eficiência municipal. O candidato defende a fusão de municípios que apresentam baixa viabilidade econômica, argumentando que a medida atingiria diretamente a influência do chamado Centrão. Além disso, propôs a criação de indicadores de desempenho para prefeitos, estabelecendo metas claras de gestão.
Conforme a proposta, gestores que não atingirem os objetivos estabelecidos poderiam se tornar inelegíveis por oito anos. Em contrapartida, aqueles que alcançarem as metas teriam acesso a maiores volumes de emendas e recursos. Para o candidato, essa é a mudança mais significativa e necessária para o país, embora admita que se trata de uma pauta impopular.
Limitação de poderes do STF e governabilidade
Sobre o Judiciário, Renan Santos afirmou que pretende reduzir os poderes do STF por meio de uma PEC. O candidato declarou que, caso eleito, exigirá que futuras indicações à Corte tenham o compromisso público de combater o que classificou como uma rede de influência de escritórios ligados a ministros. O objetivo, segundo ele, é moralizar a relação entre o tribunal e o setor privado.
Ao abordar a governabilidade, o candidato afastou a imagem de um político puramente antissistema. Ele defendeu o uso de emendas parlamentares, desde que vinculadas a cortes de despesas obrigatórias, e reconheceu a necessidade de construir coalizões amplas. Renan Santos enfatizou que a gestão pública exige diálogo tanto com o Congresso quanto com a sociedade civil.
Diretrizes para segurança pública e política externa
No campo da segurança, o candidato reiterou uma postura rígida, defendendo que criminosos que reagem armados à abordagem policial assumam o risco de morte. Para ele, a alternativa deve ser apenas a prisão ou o confronto, sem espaço para outras interpretações. O candidato também defendeu um direito penal com foco prioritário na proteção da vítima, criticando o modelo de ressocialização vigente desde a redemocratização.
Na política externa, Renan Santos propõe posicionar o Brasil como um portal estratégico entre o Ocidente e o sul global. O candidato destacou o potencial nacional em terras raras e a capacidade de sediar data centers como ativos fundamentais para negociações tecnológicas com potências como Estados Unidos, China, União Europeia e Japão.