Uma viagem que deveria marcar o encerramento das férias escolares terminou em tragédia na rodovia GO-139, no sudeste de Goiás. O acidente, que envolveu um carro de passeio e um caminhão, resultou na morte de quatro pessoas na última quinta-feira (30), entre os municípios de Vianópolis e São Miguel do Passa Quatro.
Expectativa de reencontro familiar
As vítimas, que incluíam adultos e crianças, seguiam em direção à casa da avó para passar o último final de semana de férias. Segundo relatos de familiares à TV Anhanguera, o jantar de reencontro já estava sendo preparado, e a expectativa era de que o grupo permanecesse na residência por alguns dias.
Elizene Moreira da Silva, de 28 anos, manteve contato com a família durante o trajeto. Em sua última mensagem, enviada ao passar pelo trevo de Vianópolis, ela informou que o grupo atrasaria a chegada devido à participação em um culto religioso.
Dinâmica do acidente e vítimas
A colisão frontal entre o veículo da família e um caminhão ceifou a vida de Elizene Moreira da Silva (28), Davi Gonçalves Oliveira (35), Deivid Gonçalves Ferreira (13) e Thayla Izabelly Gomes de Souza (6). Apenas uma criança, Ana Cecília Gonçalves Ferreira (8), sobreviveu ao impacto. Ela foi encaminhada em estado grave para o Hugol, em Goiânia.
No caminhão, estavam o motorista e seu filho, de 5 anos. De acordo com informações das autoridades, a criança que acompanhava o condutor do veículo de carga sofreu apenas ferimentos leves e não corre risco de morte.
Investigação policial em curso
O delegado Kennet Carvalho, responsável pelas investigações, informou que o motorista do caminhão prestou depoimento à Polícia Civil. Em seu relato, o condutor afirmou que o carro da família trafegava em zigue-zague e em alta velocidade antes da colisão.
O caminhoneiro alegou ter tentado desviar para a contramão ao perceber a iminência do choque, mas não obteve êxito. Ele também mencionou a presença de latas de cerveja no interior do automóvel das vítimas. O caso é tratado como homicídio culposo, mas a polícia ressalta que é prematuro apontar a responsabilidade pelo acidente antes da conclusão dos laudos periciais.